terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Comentários no Facebook valem mais que Likes.


Um comentário no Facebook é quatro vezes mais valioso que um Like, de acordo com um estudo conduzido pelo serviço de análise de mídias sociais EdgeRank Checker. Segundo a pesquisa, para cada Like que um post ganha, ele recebe em média 3.103 cliques. Já quando recebe um comentário, resulta em uma média de 14.678 cliques.

Para o site CyberJournalist, a conclusão do estudo demonstra a importância do engajamento com leitores no Facebook. Veículos devem procurar fazer conversações que encorajem ou estimulem debates e comentários, em vez de simplesmente postarem manchetes com a intenção de ganhar cliques.


Fonte: Jornalistas da Web

Janaina Cortez
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Redes sociais são vistas por empresas como canal de contato com consumidor





Janaina Cortez
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Comunicação

* Texto de Luis Fernando Veríssimo

Casais com problemas de comunicação têm um antecedente antigo. Adão e Eva, segundo Genesis.

Pode-se imaginar o clima quando Adão acordou e levou dois sustos: estava sem uma costela e com uma mulher. Especula-se que os dois levaram dois dias para se falar. Para começar, não tinham sido formalmente apresentados. E que assunto poderiam ter, naquele primeiro encontro?

- Como foi seu dia?

- Nem me fale. Até a hora da sesta estava tudo normal. Depois eu sofri uma cirurgia e mudei de estado civil e a população da Terra duplicou, tudo em questão de horas.

- E eu? Há horas eu nem existia. Agora estou aqui, mulher feita, nua e falando aramaico.
Minha tese é que Adão e Eva só se falaram no terceiro dia, e assim mesmo porque Adão foi levado por uma necessidade premente.

- Me coça atrás?

E Eva coçou suas costas, e Adão finalmente compreendeu os desígnios do Senhor ao criar a mulher. Embora nos anos que se seguiram não fossem poucas as vezes em que pensou em dizer a Deus que preferia sua costela de volta.

Quando passaram a ter assunto, Adão e Eva despertaram o ciúme de Deus.

Porque tinham uma coisa em comum da qual Deus não compartilhava: a humanidade, suas glórias e suas misérias. Os banhos de riacho e o medo do escuro, o cafuné e o furúnculo. E Deus providenciou o pecado para ter um motivo nobre para expulsá-los do Paraíso, já que não podia só alegar tagarelice. E quando a prole de Adão e Eva deu sinais de entendimento, pois falavam a mesma língua e celebravam a mesma humanidade, Deus decretou a destruição de Babel e a confusão das línguas. E assim duas vezes usou Deus o demônio para criar a desarmonia entre os homens. Primeiro na forma da Serpente. Depois na forma do Mau Tradutor.

Mas tudo que é humano quer se comunicar. Sem a mulher, Adão arranjaria outro jeito de coçar as costas. Talvez encontrasse até uma maneira de se reproduzir sozinho. Afinal, anos depois, um descendente seu inventou o xerox. Quando Deus lhe deu a mulher não lhe deu uma fêmea, uma companheira ou alguém para cuidar das suas camisas. Deu o que ele precisava para progredir, a precondição para o autoconhecimento e a razão, sem falar na literatura.

Um interlocutor.





Janaina Cortez
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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Vencemos a primeira batalha mas a luta continua!


Senado aprova PEC do Diploma com 65 votos.

Em votação realizada na quarta-feira (30), o Senado aprovou, com 65 votos favoráveis e 7 contrários, a PEC 33/2009, do Senador Antônio Carlos Valadares (PSB/SE), que restitui a exigência do diploma para o exercício da profissão de jornalista. De norte a sul do país a categoria comemora.

Para o presidente da FENAJ, Celso Schröder, a expressiva votação foi emblemática. “Representou o desejo do Senado de corrigir um erro histórico do STF contra a categoria profissional dos jornalistas”, disse. Ele agradeceu o esforço de todos os parlamentares que se empenharam pela aprovação da matéria, especialmente o autor da PEC, senador Valadares, e o relator, senador Inácio Arruda (PCdoB/CE), e parabenizou a categoria e os Sindicatos de Jornalistas pela persistência nas mobilizações em defesa do diploma.

O diretor de Relações Institucionais da Federação, Sérgio Murillo de Andrade, também avalia que o Senado corrigiu um erro grave do STF, cometido em 2009, e que “surpreendeu toda a sociedade, que visivelmente passou a apoiar nossa luta pelo resgate da dignidade da profissão”.

Temporariamente “de alma lavada”, Sérgio Murillo lembra que o “primeiro round” desta luta foi vencido. “Devemos e merecemos comemorar, mas nossa mobilização tem que prosseguir cada vez mais forte para assegurar a vitória da restituição da exigência do diploma para o exercício da profissão tanto no Senado quanto na Câmara dos Deputados”, concluiu.


Fonte:
FENAJ



Janaina Cortez
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terça-feira, 13 de abril de 2010

Guia de Comunicação e Sustentabilidade

Estive no Comitê Aberje de Sustentabilidade, 23/03 no Teatro Folha, e acompanhei as palestras sobre o desenvolvimento do Guia de Comunicação e Sustentabilidade. O material feito por iniciativa da Câmara Temática de Comunicação e Educação (CTCOM) do CEBDS sugere uma reflexão sobre três dimensões: Informação, Mudança e Processo, ou seja, Comunicação da Sustentabilidade, Comunicação para a Sustentabilidade e Sustentabilidade da Comunicação.

O material, recentemente produzido pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), foi lançado em dezembro em São Paulo, e é destinado aos profissionais de comunicação empresarial, mas abrange também outros públicos.

O primeiro capítulo do Guia trata da disseminação dos conceitos de Sustentabilidade e gestão empresarial, além de uma Linha do Tempo, que traz os principais fatos nacionais e internacionais sobre desenvolvimento sustentável. O segundo capítulo aborda o resultado do workshop realizado com os membros da Câmara Temática de Comunicação (CTCOM) do CEBDS que, inspirado no Triple Bottom Line, sugeriu as chamadas “Três Dimensões da Sustentabilidade” – Informação, Mudança e Processo, ou Comunicação DA Sustentabilidade, Comunicação PARA a Sustentabilidade e Sustentabilidade DA COMUNICAÇÃO – que são aprofundados nos demais capítulos.

A publicação traz ao leitor a importância de comunicar a sustentabilidade de forma rentável, ambientalmente correta e socialmente justa, dicas sobre como produzir um evento sustentável, como evitar o “greenwashing”, a importância do comunicador em auxiliar a empresa a enxergar a sustentabilidade como valor, como se relacionar com a imprensa e lidar com possíveis crises. No final da publicação consta um glossário com os termos em inglês e jargões mais utilizados na área.

O Guia de Comunicação e Sustentabilidade, disponível em pdf, pode ser baixado no site do CEBDS.





Janaina Cortez

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terça-feira, 25 de agosto de 2009

Câmara contrata jornalistas com diploma

A Câmara Municipal de Maceió aprovou nesta terça-feira, 25 lei de autoria da vereadora Tereza Nelma estabelecendo a obrigatoriedade dos poderes Executivo e Legislativo municipais de nomearem apenas profissionais formados em curso superior para cargos em comissão, assessorias ou prestação temporária de serviços para funções jornalísticas de difusão de informações através de qualquer mídia, observando o mesmo procedimento para as áreas de publicidade e relações públicas.

A lei aprovada também exige que os conteúdos das provas para contratação através de concurso público deverão exigir conteúdo de conhecimento baseado nos programas dos cursos de formação superior, para o preenchimento de cargos de jornalista, publicitário e relações públicas.

"A lei aprovada é perfeitamente constitucional, pois os cargos em comissão são de livre nomeação. E, por isso, a Câmara pode estabelecer a exigência de formação superior para que jornalistas, publicitários e relações públicas ocupem esses cargos na administração pública de Maceió. Agora só falta a sanção do Prefeito", sublinha a vereadora Tereza Nelma.

A lei de Tereza Nelma prevê que o poder Executivo Municipal faça a regulamentação legal no prazo máximo de 90 dias, enquanto a Mesa Diretora da Câmara Municipal de Maceió fará o mesmo definindo ainda os cargos efetivos, em comissão, assessorias e prestação de serviço temporário que exigem formação superior específica.

"Estamos corrigindo, pelo menos em parte, o desserviço social provocado pela decisão do Supremo Tribunal Federal de acabar com a exigência de diploma universitário específico para o exercício da profissão de jornalista. A formação superior elevou, e muito, a qualidade do direito constitucional que todos temos a uma informação de qualidade", conclui Tereza Nelma.




Fonte: Assessoria




Janaina Cortez
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quarta-feira, 24 de junho de 2009

A formalização da barbárie

* Cleyton Carlos Torres

A mais alta corte do país, o Supremo Tribunal Federal, decidiu, através do ministro Gilmar Mendes como relator do processo, que a partir de agora não é mais necessário o diploma de curso superior para exercer o jornalismo. Para a mais alta corte do país, o país, com menos de 7% da população com ensino superior, não precisa de mais profissionais formados nos bancos de universidades. Para a mais alta corte do país, onde ministros possuem faculdade e ganham mais de 24 mil reais por mês, cursar uma universidade fere a Constituição Federal, pois a liberdade de expressão pertence a todos, e como nem todos conseguem um diploma superior, por que complicar obrigando os profissionais a estudarem se podemos abolir todos da obrigatoriedade do estudo?

Salvo o ministro Marco Aurélio de Mello, para todos os outros membros do STF o saber profissional, o conhecimento da ética e a responsabilidade jornalística adquiridos, até então, em universidades, é desnecessário. Jornalista não precisa de ética. Jornalista não precisa de responsabilidade. Qualquer cidadão alfabetizado poderá trabalhar, a partir de agora, com notícias e informações que modificam diretamente a vida dos brasileiros. Aliás, para o STF, só a medicina e seus derivados da saúde trabalham diretamente com a pessoa humana. Para o STF, nenhuma informação errônea ou notícia irresponsável pode afetar a vida pessoal de ninguém.

A posição das entidades competentes aos órgãos relacionados aos jornalistas, assim como os próprios jornalistas, é a favor do diploma universitário. O Supremo Tribunal Federal, que não é constituído por jornalistas, foi contra.


Agora, nem jornalista é jornalista


A partir de hoje, qualquer meio de comunicação poderá contratar qualquer profissional – ou não – para preencher cargos que até então eram preenchidos por profissionais legitimamente formados. Isso cria uma imensa massa de mão-de-obra barata e, principalmente, descartável. Jornalista sem diploma ou registro não é jornalista. Se não é jornalista, não tem classe que o represente. A atitude infeliz do STF criará um séquito de profissionais desclassificados e despreparados que irão voltar a encher as redações de todo o Brasil. O que era uma classe, agora, passa a ser um amontoado de profissionais e recém-formandos de ensino médio. Não há mais distinção entre os bons e os maus. Quanto posso pagar para você? Você aceita o que aquele cara ali, formado em faculdade, não aceitou? Aceita? Então está contratado.

A obscuridade da decisão fere o direito ao estudo, à formação, e fere também os profissionais formados que investiram tempo, dinheiro e paixão no exercer da profissão. Agora, banco de faculdade é coisa do passado. Agora, universidade é coisa de país subdesenvolvido. Comentava-se que blogueiro não era jornalista. Comentava-se sobre o diploma e o registro profissional, sem os quais não se podia trabalhar como jornalista. Agora, ir-se-á comentar: nem mesmo jornalista é jornalista.



* Cleyton Torres é jornalista formado pela FATEA, designer gráfico e fotógrafo. Possui artigos publicados no jornal O Estado de S. Paulo, na Revista PJ:Br (USP), no Observatório da Imprensa e Portal Eleger. Atualmente cursa Artes Plásticas e é pós-graduando em Assessoria, Marketing e Gestão da Comunicação. Hoje, é consultor de mídia, mas é midiático desde 1996, com o advento da web.





Janaina Cortez
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quarta-feira, 17 de junho de 2009

ABSURDO - STF derruba exigência do diploma em jornalismo

Em julgamento realizado nesta quarta-feira (17/06), o Supremo Tribunal Federal deu provimento ao Recurso Extraordinário RE 511961, interposto pelo Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão de São Paulo. Neste julgamento histórico, o TST pôs fim a uma conquista de 40 anos dos jornalistas e da sociedade brasileira, tornando não obrigatória a exigência de diploma para exercício da profissão.

Às 15h29 desta quarta-feira o presidente do STF e relator do Recurso Extraordinário RE 511961, ministro Gilmar Mendes, apresentou o conteúdo do processo encaminhado pelo Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão de São Paulo e Ministério Público Federal contra a União e tendo a FENAJ e o Sindicato dos Jornalistas de São Paulo como partes interessadas. Ás 17h05, o ministro Gilmar Mendes apresentou seu relatório e voto pela inconstitucionalidade da exigência do diploma para o exercício profissional do jornalismo. Dos 9 ministros presentes, sete acompanharam o voto do relator.

O relatório do ministro Gilmar Mendes é uma expressão das posições patronais e entrega às empresas de comunicação a definição do acesso à profissão de jornalista”, reagiu o presidente da FENAJ, Sérgio Murillo de Andrade. “Este é um duro golpe à qualidade da informação jornalística e à organização de nossa categoria, mas nem o jornalismo nem o nosso movimento sindical vão acabar, pois temos muito a fazer em defesa do direito da sociedade à informação”, complementou, informando que a executiva da FENAJ reúne-se nesta quinta-feira, às 13 horas, para traçar novas estratégias de luta.

Valci Zuculoto, diretora da FENAJ e integrante da coordenação da Campanha em Defesa do Diploma, também considerou a decisão do STF um retrocesso. “Mas mesmo na ditadura demos mostras de resistência. Perdemos uma batalha, mas a luta pela qualidade da informação continua”, disse. Ela lembra que, nas diversas atividades da campanha nas ruas as pessoas manifestavam surpresa e indignação com o questionamento da exigência do diploma para o exercício da profissão. “A sociedade já disse, inclusive em pesquisas, que o diploma é necessário, só o STF não reconheceu isso”, proclamou.

Além de prosseguir com o movimento pela qualificação da formação em jornalismo, a luta pela democratização da comunicação, por atualizações da regulamentação profissional dos jornalistas e mesmo em defesa do diploma serão intensificadas.



Fonte: FENAJ




Janaina Cortez
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sexta-feira, 12 de junho de 2009

Petrobras prejudica o trabalho de jornalistas, segundo a Abraji

A Petrobras enfureceu alguns meios de comunicação ao publicar em seu recém-lançado blog "Fatos e Dados" as listas de perguntas enviadas por seus repórteres à petrolífera, informa a Agência Estado.

Recentemente, jornalistas de diversos diários brasileiros entrevistaram as autoridades da Petrobras via e-mail sobre
as investigações acerca de supostas irregularidades contábeis e em licitações praticadas pela companhia. A Petrobras publicou no blog as perguntas enviadas por e-mail pelo Estadão, Folha de São Paulo e O Globo, seguidas de detalhadas respostas, antes que as informações pudessem ser veiculadas nos jornais.

Os próprios diários, juntamente com a
Associação Nacional dos Jornais (ANJ) e a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), condenaram a ação da Petrobras. A Abraji afirma que embora a companhia tenha o direito de responder a uma matéria depois da sua publicação, o ato de divulgar os questionamentos e respostas antes da veiculação da reportagem "prejudica o trabalho jornalístico do profissional que, de boa fé, procura a empresa para checar alguns dados ou ouvir alguma contestação para compor o trabalho de reportagem". Já a ANJ qualificou a atitude da Petrobras de "antiética" e "inaceitável quebra da confidencialidade" que se opõe aos "princípios universais de liberdade de imprensa". Em editorial, O Globo classificou a ação da Petrobras como um ataque "ilegal" contra a imprensa.

A Petrobras, por sua vez,
respondeu diretamente às críticas e explicou que a finalidade do blog era, e ainda é, promover uma maior transparência: "A chamada blogosfera permite uma relação direta entre a fonte divulgadora de informação e leitores, sem a necessidade de filtros". A Petrobras também afirmou que suas ações não são ilegais e que respeita os princípios da liberdade de imprensa.

Em uma
análise dos acontecimentos, o jornalista e instrutor de jornalismo 2.0 Carlos Castilho observa que, além da polêmica, o blog em questão já se tornou incrivelmente popular em termos de visitantes e comentários, e "vai se transformar também numa arena de debates entre pessoas comuns, à medida que a Petrobras for transformada num cavalo de batalha entre governo e oposição na campanha pelas eleições presidenciais de 2010".


Fonte: Jornalismo das Américas



Janaina Cortez
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quarta-feira, 10 de junho de 2009

Julgamento de recurso contra o diploma é novamente adiado

FENAJ foi comunicada oficialmente às 16h30 desta quarta-feira que o julgamento do Recurso Extraordinário RE 511961, que questiona a constitucionalidade da exigência do diploma em curso superior de Jornalismo como requisito para o exercício da profissão, está adiado mais uma vez.

Ainda não há definição de nova data para inclusão do processo na pauta do STF.Com a pauta da sessão de hoje sobrecarregada – além do recurso RE 511961 estavam em pauta, também, a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF Nr. 172), relativa ao caso do menino S. cuja guarda está sendo disputada judicialmente, e a Ação Penal do Mensalão (AP Nr 470) – um oficial de justiça comunicou aos representantes da FENAJ o adiamento da apreciação do recurso contra o diploma.

Estiveram presentes na sessão, além de dirigentes da FENAJ e do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ), e de uma delegação de estudantes de diversas faculdades do estado de SP, representantes dos Sindicatos dos Jornalistas do RS, PR, SP, GO, DF, MG e CE.

Para o presidente da FENAJ, Sérgio Murillo de Andrade, o novo adiamento deste processo “faz com que a agonia se arraste”. Ele considera, porém, que com mais tempo, os ministros do STF poderão aprofundar suas reflexões sobre este recurso. “Nós temos certeza que, numa avaliação técnica, o posicionamento do Supremo será pela constitucionalidade do diploma e contemplará os anseios dos jornalistas e da sociedade sobre este tema”, disse.

A reunião da Executiva da FENAJ está mantida para amanhã, quando será feita nova avaliação sobre o desenrolar desta luta e definidas novas orientações ao movimento em defesa do diploma.



Fonte: FENAJ


Janaina Cortez
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terça-feira, 9 de junho de 2009

FENAJ convoca para mobilização

A executiva da FENAJ e o GT Coordenação Nacional da Campanha em Defesa do Diploma convocam os jornalistas, entidades e instituições apoiadoras do movimento a intensificarem as iniciativas de fortalecimento desta luta e de sensibilização dos ministros do Supremo Tribunal Federal. O julgamento do Recurso Extraordinário RE 511961, que questiona a constitucionalidade da exigência do diploma como requisito para o exercício da profissão de jornalista, foi incluído na pauta da sessão do STF do dia 10 de junho. A FENAJ prepara nova manifestação em Brasília amanhã.

Organizar caravanas para o ato em Brasília e manifestações públicas nos estados são as duas principais orientações da FENAJ e Coordenação Nacional da Campanha em Defesa do Diploma. A Federação solicita que os Sindicatos, faculdades e demais apoiadores desta campanha encaminhem informações sobre as atividades a serem realizadas para o e-mail boletim@fenaj.org.br.

Derrubar a exigência do diploma para o exercício da profissão de jornalista só interessa àqueles que desprezam o livre exercício do jornalismo com qualidade e ética e o direito da sociedade à informação. Por isso, neste momento decisivo é fundamental ampliar os apoios sociais a esta campanha. Neste sentido devem-se buscar, nos estados, manifestações de parlamentares e personalidades que fortaleçam esta luta, bem como estimular a adesão à rede social "Jornalista, só com diploma", a favor da obrigatoriedade da formação específica e de nível superior para o exercício da profissão.





Fonte: FENAJ




Janaina Cortez
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Luiz Fernando Levy diz em comunicado que interrupção da Gazeta Mercantil é momentânea

O presidente da Gazeta Mercantil soltou um comunicado oficial na terça-feira (2/6) informando que “lamenta o brusco encerramento das negociações entabuladas” com a CBM para dar continuidade à publicação, “sem a interrupção decidida unilateralmente pela usufrutuária e licenciada”. Diz ainda que a interrupção de circulação do jornal “é momentânea e, no menor tempo possível, a Gazeta Mercantil voltará a circular”. Os jornalistas receberam férias coletivas na sexta-feira (29/5) e o jornal foi interrompido.

Levy afirmou ao Unidade que na volta aos trabalhos o quadro de funcionários será outro. “Não dá para manter a mesma equipe. Quem for escolhido para tocar o jornal pode até aproveitar algum jornalista do quadro atual, mas esta equipe é de Nelson Tanure”, afirmou. O empresário afirmou que o jornal deve voltar a circular dentro de um mês e meio ou dois.

Quanto aos passivos trabalhista e fiscal da Gazeta, Levy afirma que essa dívida é toda Nelson Tanure. “Legalmente ele foi o sucessor da marca.” Lembrado que a marca está arrestada judicialmente pela Associação de Funcionários, Ex-funcionários, Prestadores de Serviços e Credores das Empresas do Grupo Gazeta Mercantil (Asfunprecre), o empresário afirmou: “Este é um problema para os advogados resolverem.”

Marcelo Moreira, presidente da Asfunprecre, rebate: “O passivo trabalhista é tanto da gestão Tanure quanto da anterior, de Levy.” Segundo ele, correm pela associação 300 ações trabalhistas que chegam a R$ 200 milhões e estão em fase de execução. Nenhum jornalista ligado à Asfunprecre recebeu ainda. Tanure, que chegou a fazer um acordo para pagamento de valores menores a outros jornalistas, em 35 prestações, parou na 11ª. Ações de Tanure na Intelig também foram penhoradas na Justiça para pagamento de dívidas trabalhistas da Gazeta. A decisão da penhora partiu da 26ª Vara do Trabalho de São Paulo, mas cabe recurso. A ação foi movida pela empresa Problem Solver e a Asfunprecre quando souberam que o empresário vendeu por R$ 650 milhões suas ações na Intelig para a TIM.



Comunicado


A GAZETA MERCANTIL S/A e a GAZETA PARTICIPAÇÕES S/A, proprietárias da marca GAZETA MERCANTIL dada em usufruto e licenciada à CBM, lamentam o brusco encerramento das negociações entabuladas com esta, as quais objetivavam a continuidade da publicação do Jornal Gazeta Mercantil, sem a interrupção decidida unilateralmente pela usufrutuária e licenciada.

Entretanto, queremos esclarecer que a mencionada interrupção é momentânea e, no menor tempo possível, a Gazeta Mercantil voltará a circular com os padrões de credibilidade, que constituíram seu paradigma de excelência, até o alijamento de Luiz Fernando Ferreira Levy da direção editorial, em virtude do qual este ficou impedido de exercer as funções e encargos de “guardião da marca”, que os contratos com a CBM lhe atribuem.

Esses fatos, contudo, serão discutidos em foro próprio e não se constituem na razão deste comunicado, cuja finalidade é tranqüilizar anunciantes, assinantes, leitores e o público em geral, dando-lhes a certeza de que logo o Jornal voltará a circular com a qualidade que sempre o pautou, quando de nossa gestão, durante quase 90 anos. Assim, sentimo-nos obrigados a informar que a CBM, ao tomar a drástica decisão de denunciar de modo unilateral o contrato, arcará com todos os encargos decorrentes deste ato, que nós repudiamos e enfrentaremos com decisão.

GAZETA MERCANTIL S/A
GAZETA MERCANTIL PARTICIPAÇÕES S/A





Fonte: SJSP


Janaina Cortez
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Jornalista é ameaçado depois de fazer matérias contra ex-delegado em Mogi das Cruzes

Depois da série de matérias que escreveu sobre a máfia das CNHs (Carteiras Nacionais de Habilitação) e de extorsão feita pela polícia contra o PCC na cidade de Suzano, o jornalista Laércio Ribeiro Neves, do Diário de Mogi, de Mogi das Cruzes (SP), conforme matéria publicada no jornal, vem sofrendo ameaças. As denúncias envolvem o ex-delegado seccional de Mogi das Cruzes, Carlos José Ramos da Silva.

O ex-delegado move ação por danos morais contra Laércio (que também o processou; denúncias contra Carlos José foram feitas no Ministério Público). O jornalista notou que um automóvel Gol de cor azul escura tem seguido seus trajetos, principalmente no caminho de sua casa, e fez um boletim de ocorrência. A esposa de Laércio, Vera Lucia D’antrácoli Ribeiro Neves, que também é delegada, vem sofrendo campanha difamatória em folhetos distribuídos nas delegacias da cidade de Mogi.

“O direito de recorrer à Justiça é legítimo para qualquer cidadão. O que nos preocupa é que a situação pode degenerar em violência física ou tentativa de cerceamento da liberdade de informação. Por isso, estamos acompanhando atentamente o caso”, afirma o presidente do Sindicato, Guto Camargo.


Fonte: SJSP




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sexta-feira, 5 de junho de 2009

STF deve julgar obrigatoriedade do diploma dia 10 de Junho

O Supremo Tribunal Federal incluiu na pauta da sessão de quarta-feira, dia 10 de junho, o julgamento do Recurso Extraordinário RE 511961, que questiona a obrigatoriedade da formação universitária em Jornalismo para o exercício da profissão. O julgamento da exigência do diploma está marcado como primeiro ponto da sessão. Porém, pode ser mais uma vez postergado se o ministro Marco Aurélio solicitar a inclusão do caso do menino cuja guarda está sendo reivindicada pelo pai norteamericano. Se isto ocorrer, esta questão terá prioridade.

A Executiva da FENAJ convoca todos os Sindicatos de Jornalistas, profissionais, professores e estudantes de Jornalismo, assim como os demais apoiadores da campanha em defesa desta profissão com papel social tão relevante para o país, para que fiquem em alerta permanente a partir de hoje. Neste final de semana, após as reuniões extraordinárias da diretoria executiva da Federação e do GT Coordenação Nacional da Campanha em Defesa do Diploma, a FENAJ encaminhará as orientações sobre a movimentação de todos para acompanhar o julgamento.

O questionamento do diploma atinge frontalmente a regulamentação profissional dos jornalistas brasileiros, já que a sua exigência é um dos pilares desta legislação. E por consequência, prejudica a sociedade brasileira no seu direito de receber informação plural, democrática, com ética e qualidade. A sociedade, que vem aderindo à campanha dos jornalistas em defesa da sua profissão e do Jornalismo brasileiro, já entendeu o quanto será prejudicada caso esta desregulamentação ocorra. Pesquisa realizada pelo Instituto Sensus no ano passado, já apontou que 74,3% da população brasileira é a favor do diploma para o exercício da profissão.

Este ataque frontal à regulamentação da profissão e à qualidade do Jornalismo brasileiro teve início em 2001, a partir do Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão de São Paulo A juíza Carla Rister concedeu liminar suspendendo a exigência do diploma para a obtenção de registro profissional e obrigou o Ministério do Trabalho e Emprego a fornecer registro de jornalista, ainda que precário, a qualquer pessoa que o solicitasse.

Tal medida foi derrubada por unanimidade pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região em outubro de 2005. O relator do processo, o juiz Manoel Alvares, concluiu que “todas as normas veiculadas pelo Decreto-Lei nº 972/69 foram integralmente recepcionadas pelo sistema constitucional vigente, sendo legítima a exigência do preenchimento dos requisitos da existência do prévio registro no órgão regional competente e do diploma de curso superior de jornalismo para o livre exercício da profissão de jornalista". Inconformados com tal decisão, os donos da mídia recorreram ao STF.

Aproxima-se, agora, o momento da decisão final. É hora de todos os que têm apreço à democracia e ao exercício qualificado do Jornalismo como condição fundamental para assegurar à sociedade seu direito à informação empunharem a bandeira da defesa do diploma.




Fonte: FENAJ




Janaina Cortez
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quarta-feira, 3 de junho de 2009

Dia da Imprensa: nada a comemorar

*Diretoria da FENAJ

Neste 1º de junho, alusivo ao Dia da Imprensa no Brasil, os jornalistas não têm o que comemorar. Ao contrário, é lametável o “presente” que Nelson Tanure, um dos donos da mídia no país, dá aos jornalistas, ao suspender a circulação da Gazeta Mercantil.

Sobram para os profissionais a angústia de não verem respeitados seus direitos trabalhistas e a certeza da necessidade de mudanças profundas no sistema de comunicação do país.Antes comemorado no dia 10 de setembro, o Dia da Imprensa no Brasil passou a ser reconhecido oficialmente como o 1º de junho a partir de um Projeto de Lei aprovado em 1999, com o apoio da FENAJ.

A referência anterior registrava o início da Gazeta do Rio de Janeiro como o primeiro veículo impresso no Brasil, em 1808, como jornal oficial da Corte portuguesa. O PL repôs os pingos históricos nos is, reconhecendo que o pioneiro da imprensa brasileira foi o Correio Braziliense, do gaúcho Hipólito José da Costa, lançado em 1º de junho do mesmo ano.

A suspensão da circulação da Gazeta Mercantil após quase 90 anos, expõe uma crise no veículo que redundou em mais de 300 ações em fase de execução e dívidas trabalhistas que superam a casa dos R$ 200 milhões. Tentando fugir à sua responsabilidade, a CBM (Cia. Brasileira de Multimídia) de Nelson Tanure, considerada judicialmente como sucessora do ex-proprietário do jornal, Luiz Fernando Levy, tentou – frustradamente - devolver-lhe o veículo.

Tal situação revela a sucessão de incompetências administrativas na condução do jornal ao longo dos anos. E, mais que isso, desnuda um modelo de negócios declaradamente falido e ainda em aplicação no “mercado de comunicação” do país.

Diante de tal situação, a Federação Nacional dos Jornalistas soma-se ao Sindicato dos Jornalistas de São Paulo no apoio e solidariedade aos jornalistas da Gazeta Mercantil e reivindica a discussão ampla e democrática, com a necessária revisão, do modelo que sustenta a mídia eletrônica e impressa brasileira na Conferência Nacional de Comunicação.


Fonte:
FENAJ


Janaina Cortez

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quarta-feira, 22 de abril de 2009

Julgamento da Lei de Imprensa é adiado novamente

Previsto anteriormente para esta quarta-feira (22/4), o julgamento da arguição de descumprimento de preceito fundamental (ADPF) 130 pelo Supremo Tribunal Federal só deverá ser retomado no dia 29 de abril. A FENAJ é contra a Lei nº 5.250/67, mas defende que sua extinção total deve ocorrer com a aprovação de uma nova lei, de caráter democrático.

Dos 77 artigos da Lei 5.250/67, 22 estão suspensos liminarmente por ferirem preceitos constitucionais. O julgamento da ADPF 130 pelo STF foi iniciado no dia 1º de abril, quando o relator, ministro Ayres Britto, declarou voto favorável à ação do PDT, que pede a extinção da Lei de Imprensa. Na ocasião, o ministro Eros Grau também votou com o relator. Já o presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, embora não tenha expressado seu voto, defendeu a necessidade de alguma normatização em casos como os de direito de resposta.

A posição da FENAJ é contra a atual Lei de Imprensa, mas defende sua manutenção com a retirada de artigos autoritários até que o Congresso Nacional vote uma nova lei. A entidade defende a aprovação do substitutivo do ex-deputado Vilmar Rocha ao Projeto de Lei nº 3.232/1992, já aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, mas que aguarda votação terminativa há mais de 10 anos.


Fonte:
FENAJ


Janaina Cortez
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quarta-feira, 1 de abril de 2009

Recurso contra o diploma é retirado da pauta do STF

O recurso contra o diploma foi retirado da pauta de votações do STF. Está em debate no plenário a Adin contra a Lei de Imprensa. O Ato Público Nacional prossegue. A Executiva da FENAJ e a Coordenação da Campanha em Defesa do Diploma vão se reunir para traçar novas estratégias de continuidade do movimento.

Às 16h45 desta quarta-feira (1º/04) a coordenação do movimento foi informada que, a pedido do presidente do Supremo Tribunal Federal e relator do RE 511961, ministro Gilmar Mendes, o advogado que representa a FENAJ e o Sindicato dos Jornalistas de São Paulo na ação foi oficialmente comunicado da retirada do tema da pauta. Não foi divulgada nova data para julgamento do recurso contra o diploma.

Dirigentes da campanha continuam no plenário do STF acompanhando a votação da Adin contra a Lei de Imprensa. “Após o Ato Nacional a Executiva da FENAJ e a Coordenação da Campanha vão definir novas ações, mas desde já a orientação é para que a movimentação nos estados e os preparativos para o Dia do Jornalista, 7 de abril, prossigam”, disse o diretor da FENAJ Luiz Spada.


Fonte: Federação Nacional dos Jornalistas - FENAJ



Janaina Cortez
Jornalista
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