terça-feira, 13 de abril de 2010

Guia de Comunicação e Sustentabilidade

Estive no Comitê Aberje de Sustentabilidade, 23/03 no Teatro Folha, e acompanhei as palestras sobre o desenvolvimento do Guia de Comunicação e Sustentabilidade. O material feito por iniciativa da Câmara Temática de Comunicação e Educação (CTCOM) do CEBDS sugere uma reflexão sobre três dimensões: Informação, Mudança e Processo, ou seja, Comunicação da Sustentabilidade, Comunicação para a Sustentabilidade e Sustentabilidade da Comunicação.

O material, recentemente produzido pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), foi lançado em dezembro em São Paulo, e é destinado aos profissionais de comunicação empresarial, mas abrange também outros públicos.

O primeiro capítulo do Guia trata da disseminação dos conceitos de Sustentabilidade e gestão empresarial, além de uma Linha do Tempo, que traz os principais fatos nacionais e internacionais sobre desenvolvimento sustentável. O segundo capítulo aborda o resultado do workshop realizado com os membros da Câmara Temática de Comunicação (CTCOM) do CEBDS que, inspirado no Triple Bottom Line, sugeriu as chamadas “Três Dimensões da Sustentabilidade” – Informação, Mudança e Processo, ou Comunicação DA Sustentabilidade, Comunicação PARA a Sustentabilidade e Sustentabilidade DA COMUNICAÇÃO – que são aprofundados nos demais capítulos.

A publicação traz ao leitor a importância de comunicar a sustentabilidade de forma rentável, ambientalmente correta e socialmente justa, dicas sobre como produzir um evento sustentável, como evitar o “greenwashing”, a importância do comunicador em auxiliar a empresa a enxergar a sustentabilidade como valor, como se relacionar com a imprensa e lidar com possíveis crises. No final da publicação consta um glossário com os termos em inglês e jargões mais utilizados na área.

O Guia de Comunicação e Sustentabilidade, disponível em pdf, pode ser baixado no site do CEBDS.





Janaina Cortez

Jornalista
Mtb: 52.119/SP

e-mail: janainacortez@gmail.com

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Câmara contrata jornalistas com diploma

A Câmara Municipal de Maceió aprovou nesta terça-feira, 25 lei de autoria da vereadora Tereza Nelma estabelecendo a obrigatoriedade dos poderes Executivo e Legislativo municipais de nomearem apenas profissionais formados em curso superior para cargos em comissão, assessorias ou prestação temporária de serviços para funções jornalísticas de difusão de informações através de qualquer mídia, observando o mesmo procedimento para as áreas de publicidade e relações públicas.

A lei aprovada também exige que os conteúdos das provas para contratação através de concurso público deverão exigir conteúdo de conhecimento baseado nos programas dos cursos de formação superior, para o preenchimento de cargos de jornalista, publicitário e relações públicas.

"A lei aprovada é perfeitamente constitucional, pois os cargos em comissão são de livre nomeação. E, por isso, a Câmara pode estabelecer a exigência de formação superior para que jornalistas, publicitários e relações públicas ocupem esses cargos na administração pública de Maceió. Agora só falta a sanção do Prefeito", sublinha a vereadora Tereza Nelma.

A lei de Tereza Nelma prevê que o poder Executivo Municipal faça a regulamentação legal no prazo máximo de 90 dias, enquanto a Mesa Diretora da Câmara Municipal de Maceió fará o mesmo definindo ainda os cargos efetivos, em comissão, assessorias e prestação de serviço temporário que exigem formação superior específica.

"Estamos corrigindo, pelo menos em parte, o desserviço social provocado pela decisão do Supremo Tribunal Federal de acabar com a exigência de diploma universitário específico para o exercício da profissão de jornalista. A formação superior elevou, e muito, a qualidade do direito constitucional que todos temos a uma informação de qualidade", conclui Tereza Nelma.




Fonte: Assessoria




Janaina Cortez
Jornalista
Mtb: 52.119/SP

e-mail: janainacortez@gmail.com

quarta-feira, 24 de junho de 2009

A formalização da barbárie

* Cleyton Carlos Torres

A mais alta corte do país, o Supremo Tribunal Federal, decidiu, através do ministro Gilmar Mendes como relator do processo, que a partir de agora não é mais necessário o diploma de curso superior para exercer o jornalismo. Para a mais alta corte do país, o país, com menos de 7% da população com ensino superior, não precisa de mais profissionais formados nos bancos de universidades. Para a mais alta corte do país, onde ministros possuem faculdade e ganham mais de 24 mil reais por mês, cursar uma universidade fere a Constituição Federal, pois a liberdade de expressão pertence a todos, e como nem todos conseguem um diploma superior, por que complicar obrigando os profissionais a estudarem se podemos abolir todos da obrigatoriedade do estudo?

Salvo o ministro Marco Aurélio de Mello, para todos os outros membros do STF o saber profissional, o conhecimento da ética e a responsabilidade jornalística adquiridos, até então, em universidades, é desnecessário. Jornalista não precisa de ética. Jornalista não precisa de responsabilidade. Qualquer cidadão alfabetizado poderá trabalhar, a partir de agora, com notícias e informações que modificam diretamente a vida dos brasileiros. Aliás, para o STF, só a medicina e seus derivados da saúde trabalham diretamente com a pessoa humana. Para o STF, nenhuma informação errônea ou notícia irresponsável pode afetar a vida pessoal de ninguém.

A posição das entidades competentes aos órgãos relacionados aos jornalistas, assim como os próprios jornalistas, é a favor do diploma universitário. O Supremo Tribunal Federal, que não é constituído por jornalistas, foi contra.


Agora, nem jornalista é jornalista


A partir de hoje, qualquer meio de comunicação poderá contratar qualquer profissional – ou não – para preencher cargos que até então eram preenchidos por profissionais legitimamente formados. Isso cria uma imensa massa de mão-de-obra barata e, principalmente, descartável. Jornalista sem diploma ou registro não é jornalista. Se não é jornalista, não tem classe que o represente. A atitude infeliz do STF criará um séquito de profissionais desclassificados e despreparados que irão voltar a encher as redações de todo o Brasil. O que era uma classe, agora, passa a ser um amontoado de profissionais e recém-formandos de ensino médio. Não há mais distinção entre os bons e os maus. Quanto posso pagar para você? Você aceita o que aquele cara ali, formado em faculdade, não aceitou? Aceita? Então está contratado.

A obscuridade da decisão fere o direito ao estudo, à formação, e fere também os profissionais formados que investiram tempo, dinheiro e paixão no exercer da profissão. Agora, banco de faculdade é coisa do passado. Agora, universidade é coisa de país subdesenvolvido. Comentava-se que blogueiro não era jornalista. Comentava-se sobre o diploma e o registro profissional, sem os quais não se podia trabalhar como jornalista. Agora, ir-se-á comentar: nem mesmo jornalista é jornalista.



* Cleyton Torres é jornalista formado pela FATEA, designer gráfico e fotógrafo. Possui artigos publicados no jornal O Estado de S. Paulo, na Revista PJ:Br (USP), no Observatório da Imprensa e Portal Eleger. Atualmente cursa Artes Plásticas e é pós-graduando em Assessoria, Marketing e Gestão da Comunicação. Hoje, é consultor de mídia, mas é midiático desde 1996, com o advento da web.





Janaina Cortez
Jornalista
Mtb: 52.119/SP

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quarta-feira, 17 de junho de 2009

ABSURDO - STF derruba exigência do diploma em jornalismo

Em julgamento realizado nesta quarta-feira (17/06), o Supremo Tribunal Federal deu provimento ao Recurso Extraordinário RE 511961, interposto pelo Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão de São Paulo. Neste julgamento histórico, o TST pôs fim a uma conquista de 40 anos dos jornalistas e da sociedade brasileira, tornando não obrigatória a exigência de diploma para exercício da profissão.

Às 15h29 desta quarta-feira o presidente do STF e relator do Recurso Extraordinário RE 511961, ministro Gilmar Mendes, apresentou o conteúdo do processo encaminhado pelo Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão de São Paulo e Ministério Público Federal contra a União e tendo a FENAJ e o Sindicato dos Jornalistas de São Paulo como partes interessadas. Ás 17h05, o ministro Gilmar Mendes apresentou seu relatório e voto pela inconstitucionalidade da exigência do diploma para o exercício profissional do jornalismo. Dos 9 ministros presentes, sete acompanharam o voto do relator.

O relatório do ministro Gilmar Mendes é uma expressão das posições patronais e entrega às empresas de comunicação a definição do acesso à profissão de jornalista”, reagiu o presidente da FENAJ, Sérgio Murillo de Andrade. Este é um duro golpe à qualidade da informação jornalística e à organização de nossa categoria, mas nem o jornalismo nem o nosso movimento sindical vão acabar, pois temos muito a fazer em defesa do direito da sociedade à informação”, complementou, informando que a executiva da FENAJ reúne-se nesta quinta-feira, às 13 horas, para traçar novas estratégias de luta.

Valci Zuculoto, diretora da FENAJ e integrante da coordenação da Campanha em Defesa do Diploma, também considerou a decisão do STF um retrocesso. “Mas mesmo na ditadura demos mostras de resistência. Perdemos uma batalha, mas a luta pela qualidade da informação continua”, disse. Ela lembra que, nas diversas atividades da campanha nas ruas as pessoas manifestavam surpresa e indignação com o questionamento da exigência do diploma para o exercício da profissão. “A sociedade já disse, inclusive em pesquisas, que o diploma é necessário, só o STF não reconheceu isso, proclamou.

Além de prosseguir com o movimento pela qualificação da formação em jornalismo, a luta pela democratização da comunicação, por atualizações da regulamentação profissional dos jornalistas e mesmo em defesa do diploma serão intensificadas.



Fonte: FENAJ




Janaina Cortez
Jornalista
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