segunda-feira, 12 de maio de 2008

Você tem orgulho de ser jornalista?

Com tantos problemas, a profissão de jornalista pode ser até considerada um dom: não é qualquer um que agüenta a jornada de plantões e de longas horas de trabalho. Isso somada a baixa remuneração e o mercado de trabalho cada vez mais escasso. Então, vem a pergunta. Afinal, o jornalista tem orgulho da profissão?

Para responder a esta pergunta o Comunique-se realizou uma enquete com seus usuários contendo três perguntas: Você tem orgulho de ser jornalista? Você se sente realizado com a profissão? Você se arrepende de ter escolhido o jornalismo?


O resultado expôs o lado “mais romântico” do jornalista brasileiro: 58,91% dos profissionais têm, sim, orgulho da profissão. Menos de um terço do total, 27,43% tem algum orgulho, 8,64% têm pouco orgulho e apenas 4,99% não tem nenhum orgulho de ser jornalista.

“O resultado reflete as péssimas condições de trabalho, a existência de poucos jornais, e outros meios de comunicação. A última vez que tive acesso a esse tipo de estatística (e este quadro não deve ter mudado muito) havia uma proporção de quatro candidatos para um emprego. O que um jovem formado pode pensar a respeito da profissão diante de um quadro melancólico como esse?”

No entanto, apesar de mais da maioria dos votantes atestar que tem orgulho de ser jornalista, 51,93% dos entrevistados não se sentem realizado com a profissão. Os que se sentem plenamente realizados somaram 31,38% dos votos. “Eu poderia ser melhor remunerado, mas isso não tem a ver com realização. Eu sinto que, com o jornalismo que faço, contribuo de alguma forma com o mundo. Isso é muito bom!”, diz Magela Lima, repórter do Diário do Nordeste. Quase 6% dos usuários do portal Comunique-se responderam que é impossível se sentir realizado nesta profissão.

A boa surpresa para o jornalismo brasileiro descoberta pela enquete é que, apesar de todos os pesares, 77,46% dos pesquisados não se arrepende de ter optado pelo jornalismo como profissão. É o caso de Fernanda Cunha, que foi coordenadora do site Brasil com Alckmin durante as eleições. “Quando penso no salário, na dificuldade de conseguir um trabalho legal, no dia-a-dia corrido, não ter horário, feriado ou fim de semana, aí me arrependo. Mas, quando penso no que o jornalismo me proporciona, acho que fiz a escolha certa. Embora às vezes eu entre em crise, não consigo me ver sendo outra coisa”, afirma.

Menos de 10% dos entrevistados se arrependem de ter escolhido jornalistas. Destes, 5% responderam que vão procurar outra faculdade.

Janaina Cortez
e-mail: janainacortez@gmail.com
msn
: janainacortez@hotmail.com

domingo, 4 de maio de 2008

Essa tal Liberdade


No dia 3 de Maio comemoramos o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, mas será que nós jornalistas somos realmente livres?


Esse dia também é usado para recordar os milhares de jornalistas que perderam a vida em missão, em busca de informação, em busca da verdade.


Dois períodos históricos vieram-me à mente quando sentei para pensar um pouco sobre esta data e o que ela representa atualmente. O primeiro é mais remoto. Trata-se do Século das Luzes (século XVIII), na Europa e EUA.


O segundo é mais próximo, tanto no tempo, quanto no espaço. Falo das ditaduras militares da segunda metade do século XX, no Brasil.


O efeito mais direto dos iluministas foi a inversão da ordem social estabelecida com os princípios herdados da era Medieval. Mas, um outro efeito, mais profundo e imperceptível se processava nos porões do pensamento. Uma transformação radical alterava a posição que o ser humano ocupava dentro da natureza e da sociedade, foram instituídos os princípios de liberdade, igualdade e fraternidade entre os povos.


“Posso discordar do que dizes, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-lo.” Esta frase, de Voltaire, ilustra um grande anseio de liberdade de pensamento e de comunicação.


A Declaração Universal dos Direitos Humanos é fruto do Século das Luzes. Reza o artigo 19 desse documento: “Todo o indivíduo tem direito à liberdade de opinião e de expressão, o que implica o direito de não ser inquietado pelas suas opiniões e o de procurar, receber e difundir, sem consideração de fronteiras, informações e idéias por qualquer meio de expressão.”


Bem, quase dois séculos depois, na América Latina, “o direito de não ser inquietado pelas suas opiniões” virou uma grande utopia.


A informações era violentamente censuradas pelo regime, por meio de torturas físicas e psicológicas, exílios, assassinatos e atentados, ou mesmo a cassação dos direitos políticos de centenas de jornalistas.


O caso mais expressivo talvez tenha sido o do jornalista Vladimir Herzog, enforcado em sua cela na sede do comando do II Exército, em São Paulo, no dia 25 de Outubro de 1975.


Enquanto as classes médias da sociedade brasileira assistiam extasiadas, pela TV em cores, ao jogo da final Brasil 4 X 1 Itália, da copa de 1970, no México, nos calabouços do regime existiam homens sendo mortos friamente.


Após o movimento das “Diretas Já” (1984), reinicia-se um processo de redemocratização política no Brasil. A partir de então, novos ares começaram a pairar sobre os meios de comunicação.


Mas, calma. As coisas não melhoraram da noite para o dia; e nem estão completamente sanadas. Acredito que produzir memória (crítica ou narrativa) é uma ação de responsabilidade social.


A “Liberdade de Imprensa” que, desejo é uma construção cotidiana interminável e incansável. Acredito que a liberdade de imprensa é indissociável de responsabilidade social.


Eu, Jornalista do Blog Assessorando, faço meu trabalho por que acredito (por mais difícil que seja) na possibilidade de construirmos um espaço de convivência social mais justo, menos violento, mais fraterno e mais igualitário.


O espaço que reservo para os leitores fazerem seus comentários é um lugar democrático, no qual deposito o desejo de ver debates que contribuam para a consolidação do regime democrático em nossa sociedade.


O jornalista não pode se limitar a informar sobre as mudanças ocorridas, mas deve ser também, ele próprio, um agente de mudança.


Parabéns pelo Dia Mundial da Liberdade de Imprensa!


Janaina Cortez
e-mail: janainacortez@gmail.com
msn
: janainacortez@hotmail.com

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Defesa do Diploma de Jornalista

A FENAJ e os Sindicatos Estaduais de Jornalistas do país apresentaram um Projeto de Lei, o qual solicitam nova regulamentação da profissão de Jornalista, que está em análise na Câmara dos Deputados Federais.

O projeto de Lei nº 708/2003, de autoria do deputado federal, Pastor Amarildo - PSB/TO que substitui o PL nº 862/1995 do deputado Marcelo Barbieri, inclui algumas funções já em atividade no mercado de trabalho e que não estão contempladas na legislação que regula a categoria.

A liminar da juíza Carla Rister que é contra a exigência do diploma foi derrubada pela desembargadora Alda Bastos, e no final de dezembro de 2003, o juiz Manoel Álvarez revogou a decisão anterior, determinando novamente a suspensão da exigência do diploma.Veja a seguir, passo a passo como esta a questão do diploma e da regulamentação.

Decisão histórica resgata dignidade da profissão e dá fôlego na luta pelo CFJ
A grande vitória obtida em 26/10/05 na Justiça contribui de forma substantiva na campanha nacional em defesa da valorização da profissão de jornalista e reforça a luta pela constituição do CFJ (Conselho Federal dos Jornalistas). Esta é a opinião unânime de todos os presentes na plenária realizada, no mesmo dia da votação, no auditório do Sindicato dos Jornalistas de SP.

Estiveram presentes Diretores da FENAJ e do FNPJ (Fórum Nacional de Professores de Jornalismo) e representantes dos Sindicatos de Goiás, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Londrina-PR, Minas Gerais, Ceará, Pernambuco, Alagoas, Distrito Federal, Maranhão, São Paulo e Paraná. Participaram também dezenas de estudantes de jornalismo de várias escolas de São Paulo.

Na avaliação do Vice-Presidente da FENAJ, Fred Ghedini, a decisão da 4ª turma do Tribunal Regional Federal - 3ª Região é histórica e precisa ser comemorada pela categoria.

O juiz Manoel Álvares e as desembargadoras Salete Nascimento e Alda Basto reafirmaram, em seus votos, toda a argumentação da FENAJ e dos Sindicatos, deixando claro que não há contradição legal entre o princípio da liberdade de expressão e a exigência do diploma. Segundo eles, está mais do que provado em dezenas de decisões jurídicas que o decreto 972/69, que regulamenta a profissão, foi plenamente recepcionado pela Constituição.

O juiz e as desembargadoras foram explícitos na defesa da necessidade da formação e da qualificação para o exercício, com responsabilidade, da profissão de jornalista.

Para o presidente da FENAJ, Sérgio Murillo de Andrade, a Justiça teve o bom senso de reconhecer e resgatar uma conquista de quase 70 anos da categoria. "Estamos lutando, especialmente, para assegurar o direito da sociedade de ter acesso a um jornalismo com qualidade, pautado em princípios éticos", argumentou. A FENAJ e os 31 Sindicatos a eles filiados empenharam-se bastante nos últimos quatro anos para reverter a decisão que cancelou a exigência do diploma.

A luta contou com o apoio de várias entidades da sociedade civil, de parlamentares, assembléias legislativas, câmaras de vereadores e, especialmente, dos professores e estudantes de jornalismo de todo Brasil.

Não é problema da FENAJ se vai ou não haver recurso. Até porque, como deixou claro o advogado João Piza, as decisões acima da 1ª instância acabam se encaminhando na mesma direção e se tornando cada vez mais definitivas. "Para nós é uma questão resolvida. Jornalismo é profissão regulamentada por lei e o acesso a essa profissão se dá por meio do curso de graduação, específico, reconhecido pelo MEC", disse o Presidente da Federação.

Neste momento os Sindicatos estão oficiando as DRTs para que sustem imediatamente a concessão de novos registros precários. Tão logo a sentença seja publicada, a FENAJ solicitará ao Ministério do Trabalho e Emprego o cancelamento de todos os registros precários emitidos nos últimos quatro anos.

Além destas providências, a FENAJ manterá a mobilização da categoria, dando ampla divulgação a esta nossa vitória e prosseguindo na busca de apoios à valorização da nossa profissão e em defesa do Jornalismo.

Uma das importantes ações a serem tomadas é continuar com o trabalho de aproximação e os debates junto aos professores e estudantes nos cursos de jornalismo, em defesa da qualidade do ensino. Esse debate inclui, certamente, a retomada do tema Conselho Federal dos Jornalistas que tem uma agenda até o XXXII Congresso Nacional dos Jornalistas, em Ouro Preto, em julho de 2006, passando pelo Seminário Nacional de Ética, entre 23 e 25 março, em Londrina (PR).

Janaina Cortez
e-mail: janainacortez@gmail.com
msn
: janainacortez@hotmail.com

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

MPF de Guaratinguetá consegue liminar proibindo taxa de diploma

Cinco instituições privadas de ensino superior da região não podem mais cobrar pela expedição do documentoA Justiça Federal de Guaratinguetá concedeu ontem (dia 10) liminar determinando que cinco faculdades da região parem de cobrar a taxa de expedição e registro do diploma.

O MPF-Guaratinguetá havia entrado com uma ação civil pública no último dia 7 com pedido de liminar para que a taxa fosse extinta. Estão proibidas de cobrar pelo diploma as instituições:

Faculdades Nogueira da Gama (Guaratinguetá);

Centro Universitário Salesiano de São Paulo (Unidade Lorena);

Faculdades Integradas Teresa D\'Avila - FATEA (Lorena);

Faculdades Integradas de Cruzeiro - FIC (Cruzeiro),

Escola Superior de Cruzeiro - ESC (Cruzeiro).

No mérito, ou seja, ao final da ação, o MPF pediu também que as faculdades sejam condenadas a devolver, em dobro, os valores cobrados dos alunos a título de taxa para expedição e/ou registro de diploma.

Ao final da ação, o MPF pediu também que a União seja obrigada a fiscalizar efetivamente as instituições de ensino superior requeridas na ação, no sentido de exigir o cumprimento das normas gerais da educação nacional, como a Resolução 03/89, do antigo Conselho Federal de Educação, que determina que a expedição do diploma não é um serviço extraordinário e que seu custo, portanto, deve ser coberto pelas mensalidades.

BALANÇO ESTADUAL - O Ministério Público Federal obteve uma sentença e 16 decisões liminares, em oito diferentes cidades do Estado de São Paulo (Bauru, São Carlos, São Paulo, Ribeirão Preto, Guarulhos, Jaú, Santos e Guaratinguetá), que proibem 89 Instituições de Ensino Superior (IES) privadas de cobrar a taxa do diploma. Outras 19 faculdades, dez em Ribeirão Preto e nove em São José dos Campos, se comprometeram a parar de cobrar a taxa por meio de acordos firmados com o MPF, perfazendo um total de 108 IES particulares em todo o Estado que não cobram mais pelo diploma após a atuação do MPF.

Esse número pode aumentar até o fim do mês, uma vez que há mais cinco ações civis públicas do MPF pendentes de julgamento em Santos (2), Ribeirão Preto (1), São José dos Campos (1) e Piracicaba (1), além de recomendações expedidas pelo MPF em Franca e Campinas. O MPF-SP investiga a cobrança em pelo menos mais duas cidades: Araraquara e Sorocaba. Desde 2006, o MPF ajuizou 22 ações com pedidos de liminar para suspender a cobrança da taxa do diploma.

Em fevereiro deste ano, o Procurador Geral da República, Antonio Fernando Souza, emitiu parecer ao Supremo Tribunal Federal para que seja declarada inconstitucional a lei paulista 12.248/06, que fixa em 5 Ufesp´s (R$ 71,15), o valor máximo que as faculdades podem cobrar pelo diploma. Ao editar a lei, o estado feriu competência exclusiva da União.

No mesmo parecer, Souza também argumenta que a cobrança pelo diploma é ilegal, pois a emissão do diploma é decorrência natural do término do curso.

Outras Informações (011)3269-5068
ascom@prsp.mpf.gov.br

Janaina Cortez
e-mail: janainacortez@gmail.com
msn
: janainacortez@hotmail.com

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Nunca é tarde para se implantar uma área de comunicação interna

Aqui não existe núcleo de comunicação interna. Fui nomeada oficialmente para cuidar dessa área, mas na prática a comunicação interna não existe, diz Juliana Santos.

Essas afirmações foram decisivas para a escolha do tema do trabalho de conclusão de curso. Partindo desse diálogo, resolvi desenvolver um projeto que viesse suprir a necessidade de comunicação da FATEA com seu público interno, estreitando os laços com os alunos, funcionários, colaboradores e professores.

O número de empresas que reconhecem a importância da comunicação vem aumentando a cada dia, os gerenciadores estão mais atentos aos benefícios que a comunicação bem planejada e bem utilizada proporciona, e assim estão investindo mais na área. Mas por que a FATEA ainda não tem uma área de comunicação interna funcionando de forma eficiente?

Buscando a resposta pude observar a forma com que a instituição trata seu público interno ,ou seja, sua cultura organizacional. Os funcionários são muito discretos, com receio, eles muitas vezes se calam, não fornecem informações antes de consultarem os superiores, independente do nível de importância do assunto.

A FATEA tem consciência da importância de uma área de comunicação, mas não prioriza a implantação de um projeto eficiente, não reconhece a necessidade urgente de investir na área.

Levando em consideração a expectativa de crescimento da instituição, a criação de novos cursos, o aumento inevitável de alunos, a necessidade de ampliação do quadro de funcionários, acredito chegará um momento em que será vital investir em comunicação interna.

Assim, mesmo sabendo do pouco interesse que a instituição tem em investir na comunicação interna, insisti na elaboração do projeto que oferece soluções para os problemas relacionados a comunicação, disponibilizando alternativas mais organizadas.

O projeto tras 3 veículos de comunicação interna: Jornal Mural, Informativo e a Newsletter. O Jornal Mural é a forma mais rápida de comunicação interna, organizado por editorias, evita a perda de tempo na busca de informações.

O informativo é o porta-voz da instituição. Nele encontra-se notícias sobre os mais variados temas relacionados ao dia-a-dia da FATEA. É também um veículo de publicidade capaz de divulgar as atividades desenvolvidas na faculdade.

A Newsletter, informativo via e-mail, é uma alternativa definida por pesquisa. Considerando que 51% dos entrevistados optaram em receber informações através desse veículo e sendo esse um meio de comunicação moderno e ágil, o projeto definiu que seriam apresentadas na Newsletter quarto notícias principais da quinzena com link para o site da faculdade, possibilitando ao usuário o acesso a outras informações.

Segundo Paulo Clemen, nunca é tarde para se implantar uma área de comunicação interna. (...) Nada melhor do que crescer cuidando da sua cultura organizacional desde a fundação da empresa.

Considerando o potencial de crescimento da faculdade, o Projeto de Comunicação para a FATEA / 2007, apresenta-se viável para otimização da área de comunicação interna.

Janaina Cortez
e-mail: janainacortez@gmail.com
msn
: janainacortez@hotmail.com